sexta-feira, 21 de maio de 2010

Brilho dos meus olhos


Para encerrar a 1a Mostra de Cinema, escolhemos o curta metragem brasileiro muito premiado: O Brilho dos meus olhos. Emabalados pela filmagem poética com poucas palavras, jogo de cores e toda a emoção, tivemos boas conversas que busco registrar aqui:
-quanto tempo será que o personagem principal conseguirá sobreviver, sem adoecer (como colocou o Ronaldo, o pedreiro e -quantos de nós- vievmos imersos na Matrix, com fugazes momentos coloridos)
- o momento de entrada no bar traz ao espectador(a) certo receio frente a possibilidade da busca de bebida. Contudo, a arte/ a música foi a estratégia encontrada pelo personagem como forma de reagir, positivamente, ao trabalho. A escolha que deixa a vida mais colorida (sendo importnate colocar que há um investimentos nesta escolha).Fica clara a importância de SONHAR!
- falamos sobre a comunicação não verbal estabelecida (mas fica clara o hiato na comunicaçao verbal, pelo contato real)- Pausa para reflexão, quantas vezes nós também estamos, mas não somos.
- outro ponto de destaque é o impacto do trajeto na saúde do trabalhador(a): como fator de desgate físico, exposiçao a violência.

De forma especial agradecemos a homenagem com o Kikito de chocolate! Inesquecível!!

Agradecemos a todos e todas pela participação presencial e insistimos na continuidade das reflexões no mundo virtual!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Espeto



Novamente tivemos sala cheia na exibição do curta Espeto. Após a apresentação de 3 documentários, partimos para uma ficção experimental surrealista ( cores, figurinos, som). Seguem nossas reflexões:
- os apelidos dados ao personagem principal (Linguiça, Fraldinha) podem ser entendidos como assédio moral.
- cada trecho do filme permite uma analogia com o ambiente empresarial: sempre há quem executa, quem vigia, quem não é visto/escutado! ( um periódico com espaço de scuta ajudaria a saúde de Linguiça?)
- é crucial pensar também na suscetibilidade individual para explicar a reação do personagem principal.
- fica retratada, com certa dose de humor negro, a competitividade no trabalho- dado de realidade de muitas empresas.
- importante observar o papel do consumidor, que, de certa forma, regula o processo de produção. Vale registrar o comentário sobre os plantadores de tomates que antecipam a colheita do tomate, mesmo com agrotóxicos ativos, pelo aspecto mais atraente exigido pelo comprador.
- o gerente do restaurante (gestor)pensando no resultado imediato, acaba valorizando processos inadequados.
- apesar do "reconhecimento social"o próprio "Picanha" não estava satisfeito.
-no filme, não observamos o rodízio de tarefas, mas esta pode ser uma estratégia preventiva, nas empresas, para evitar a caracterização de outros "Linguiças"
- vale observar que o parâmetro físico seguido para direcionar o "status da carne servida no espeto" também pode ser observada em situações cotidianas.
- a cantora foi aplaudida pelos frequentadores do restaurante, mas na verdade ninguém estava prestando atenção realmente em seu trabalho. Cada consumidor estava atento apenas a sua própria necessidade. Infelizmente, esta falta de atenção é algo real (e habitual).
Nos bastidores (e muito alinhado ao tema do Congresso):
- o deficiente visual é conduzido pelo garçom e deixado em uma mesa com uma boneca e ninguém o serve, nem o próprio Linguiça- situação clara de exclusão!

Outro ponto bacana: Armando sugeriu um novo filme: O perfume. Sugestões são muito bem vindas!

Aguardamos comentários, sugestões, palpites...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Longa-metragem: Sentidos à flor da pele

PessoALL

Fechamos o dia com a exibição do longa-metragem Sentidos à flor da pele, documentário de Eduardo Mocarzel que tem como tema principal as capacidades, habilidades, inúmeras possibilidades de inclusão e também estímulos, compreensão e a luta contra todo tipo de preconceito.

Contamos com o apoio da Secretaria de Cultura e pudemos usar as instalações da Casa de Cultura de Gramado. Foram 80 minutos de aproximação com pessoas "eficientes" com deficiência visual: homens e mulheres, de diferentes faixas etárias e formações.

Mesmo após um longo dia de trabalhos (e toda a chuva), construímos reflexões importantes:
- mergulhar nas histórias apresentadas foi um exercício de empatia (se colocar no lugar do outro)
- ouvimos histórias de inclusões de pessoas com deficiência (física, mental)no ambiente de trabalho
- o filme nos provoca a pensar sobre o que é a verdade? quem tem a verdade?
- o quanto a sociedade é deficiente para incluir as pessoas com alguma deficiência

Fechamos com "Desassossego" de Fernando Pessoa:
Outrora eu era daqui e hoje regresso estrangeiro, forasteiro do que vejo e
já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei.
Eu reinei no que nunca fui
.

O longa "cochicha" muitas coisas nos ouvidos (e almas) de cada espectador(a). Comentem! Registrem! Compartilhem!

Alma de Gari


PessoALL

Hoje tivemos a 2a sessão da Mostra de Cinema ANAMT para os congressistas. Experiências assim confirmam minha ideia de que compartilhar é uma boa forma de multiplicar! Começo agradecendo mais um vez a todos e todas que enriqueceram nossa discussão e a organização da ANAMT que viabilizou o projeto!

A leitura de um breve trecho do livro do Ramazzini (doença dos cloaqueiros) e os 5 minutos do curta Alma de Gari despertaram um ótimo "bate-papo" e uma série de comentários interessantes. A bela analogia entre o médico do trabalho e nosso "colega" gari surgiu em vários momentos. Busco palavras para registrar as emoções e opiniões expressas (conto com ajuda nos comentários!):
- É essencial valorizar a SABEDORIA do trabalhador. Devemos sempre lembrar que cultura e sabedoria são coisas diferentes e muitas vezes, subestima-se a sabedoria do(a) trabalhador(a). Logo, como profissionais da saúde ocupacional, precisamos valorizar e estimular a participação social.
- O cuidado, o esmero, a sutileza das ações do Wilson-gari refletem sua satisfação com o trabalho (e com a organização do mesmo- ele conhece seu território, faz seu ritmo, tem liberdade). Fica clara a intencionalidade dos atos! Pausa para refletir: o quanto ese cuidado e a satisfação são cruciais em nossas própria prática profissional!
- Ele "conserta" a sujeira que outros produzem, mas sinaliza que prevenir é melhor. A saúde ocupacional também busca "consertar" as doenças relacionadas ao trabalho e seobretudo, prevenir!
- Apesar da importância dos atos, sabemos da invisibilidade social da profissão (pausa para a provocação: como podemos, em pequenos gestos e atitudes diárias combater esta invisibilidade?)
- Ponto para pensar: Alma de Gari? Será que é possível/legítimo falar em predestinação? Discutimos que a integridade e boa índole são determinantes pessoais para o sucesso em qualquer atividade, mas a determinaçao social também influencia nas escolhas.
Nos bastidores, dois Fernandos (um de SP e outro de 3 Coroas, também registraram suas contribuições):
- a invisibilidade desaparece quando estes profissionais erram ou faltam (semelhante ao que acontece com a prática médica)
- vale reforçar que nosso protagonista desempenha 2 trabalhos, dupla jornada - qual será a justificativa: fuga do ócio? efeito do capitalismo? escolha pela satisfaçao? será que há uma sobrecarga?

Retomo os aplausos que sonorizaram nosso debate, para reforçar o convite para que sejam feitos comentários pelos participantes e/ou leitore(a)s do blog.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ilha das Flores


PessoALL

Hoje, tivemos a 1a sessão da Mostra de Cinema ANAMT, em grande estilo e direito a pipoca! Tivemos sala cheia !!!Agradecemos a participação de médicos, enfermeiros, engenheiros, químicos...desculpem se esqueci alguma formação.

Apresentamos o documentário de Jorge Furtado, Ilha das Flores, produzido em 1989. Deixei um link que permite acesso ao curta metragem na barra lateral direita- item links sugeridos.

Como apontado pelo Hildo, o filme permite a reflexão sobre vários assuntos (religião, família, lucro/dinnheiro/capitalismo, alimentação, lixo,o ser humano, doenças, trabalho,história, liberdade, sonho).

Com o desafio do tempo para discussão (20 minutos), focamos nosso bate-papo na relação Indivíduo-Coletivo-Trabalho-Ambiente.
Registro aqui algumas das reflexões compartilhadas:
- o "telencéfalo desenvolvido" ajuda na construção de definições...isso é suficiente? Cabe pensar se na medicina do trabalho, muitas vezes as definições também não chegam a prática...
- o filme traz a responsabilidade de cada um e de todos
- infelizmente, repetimos atrocidades (contra o ser humano) e se os participantes me permitem acrescentar, com o meio ambiente- é preciso parar , pensar e agir para mudar!
- a contaminaçao ambiental vista no filme há 21 anos ainda é um tema atual...acontece perto de nós.

O filme termina com a VOZ DO BRASIL, eu finalizo o post convidando que sejam registradas mais VOZES na forma de comentários.

domingo, 9 de maio de 2010

Bem vindo(a)s!


Cinema é diversão, arte...e reflexão!

Com esta proposta, esperamos que a 1a Mostra de Cinema ANAMT Saude e Trabalho seja um espaço de entretenimento e reflexão entre os congressitas do 14o Congresso da ANAMT e também com a comunidade de jovens e adultos de Gramado.

Entre os dias 17 e 21 de maio, faremos exibições no horário do almoço para os congressistas. Dia 18, terça, temos exibição de um longa metragem para a comunidade,

Aqui no blog, publicaremos a acada dia, a sinopse do filme exibido e resumiremos os resultados de nossa discussão. Comentários são bem vindos!!!

Participem! Acompanhem!