terça-feira, 18 de maio de 2010

Alma de Gari


PessoALL

Hoje tivemos a 2a sessão da Mostra de Cinema ANAMT para os congressistas. Experiências assim confirmam minha ideia de que compartilhar é uma boa forma de multiplicar! Começo agradecendo mais um vez a todos e todas que enriqueceram nossa discussão e a organização da ANAMT que viabilizou o projeto!

A leitura de um breve trecho do livro do Ramazzini (doença dos cloaqueiros) e os 5 minutos do curta Alma de Gari despertaram um ótimo "bate-papo" e uma série de comentários interessantes. A bela analogia entre o médico do trabalho e nosso "colega" gari surgiu em vários momentos. Busco palavras para registrar as emoções e opiniões expressas (conto com ajuda nos comentários!):
- É essencial valorizar a SABEDORIA do trabalhador. Devemos sempre lembrar que cultura e sabedoria são coisas diferentes e muitas vezes, subestima-se a sabedoria do(a) trabalhador(a). Logo, como profissionais da saúde ocupacional, precisamos valorizar e estimular a participação social.
- O cuidado, o esmero, a sutileza das ações do Wilson-gari refletem sua satisfação com o trabalho (e com a organização do mesmo- ele conhece seu território, faz seu ritmo, tem liberdade). Fica clara a intencionalidade dos atos! Pausa para refletir: o quanto ese cuidado e a satisfação são cruciais em nossas própria prática profissional!
- Ele "conserta" a sujeira que outros produzem, mas sinaliza que prevenir é melhor. A saúde ocupacional também busca "consertar" as doenças relacionadas ao trabalho e seobretudo, prevenir!
- Apesar da importância dos atos, sabemos da invisibilidade social da profissão (pausa para a provocação: como podemos, em pequenos gestos e atitudes diárias combater esta invisibilidade?)
- Ponto para pensar: Alma de Gari? Será que é possível/legítimo falar em predestinação? Discutimos que a integridade e boa índole são determinantes pessoais para o sucesso em qualquer atividade, mas a determinaçao social também influencia nas escolhas.
Nos bastidores, dois Fernandos (um de SP e outro de 3 Coroas, também registraram suas contribuições):
- a invisibilidade desaparece quando estes profissionais erram ou faltam (semelhante ao que acontece com a prática médica)
- vale reforçar que nosso protagonista desempenha 2 trabalhos, dupla jornada - qual será a justificativa: fuga do ócio? efeito do capitalismo? escolha pela satisfaçao? será que há uma sobrecarga?

Retomo os aplausos que sonorizaram nosso debate, para reforçar o convite para que sejam feitos comentários pelos participantes e/ou leitore(a)s do blog.

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